quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sarah

JAJAJDBA<JF<VKBH WARH FH BZBM Sei lá o que escrever sobre vínculo. Acho-me vinculada. Desvinculo-me quando quero. Sou vinculada a chocolate, café com natas, cremes para o corpo, e... não me ocorre mais nada mas estou certa que tenho outros vínculos. Podia dizer muitas merdiçes: vinculo-me a livros, vinho, filmes, bdjbafk mas é mentira. Gosto disso tudo mas se tivesse que passar sem passaria bem e acho que não morria por isso. Ás vezes preciso de me lembrar que sou um corpo. Sim, desvinculo-me facilmente do meu corpo. Não me acontece nada horroroso, não levito nem deprimo mas noto que posso passar uma semana sem falar com o meu corpo e só reparo nele quando ele se cansa. Faz sentido? Sim, já sei que sou a mais filosófica das cinco e que, por isso, contribuo no sentido em que levanto questões parvas, por vezes até aborrecidas e que não lembrariam ao diabo.
Pois, o corpo. Gosto de corpos, gosto de formas, gosto de texturas, peles, cheiros (menos), tamanhos. Gosto de me sentar em bancos de jardim ou em esplanadas e examinar corpos que passam. Formas de corpos que passam. Como se fossem só formas sem gentes por dentro. Sem conteúdo. Com conteúdo mas onde o conteúdo é só parte da forma e não se sobrepõe a ela. Faço-me entender? Será que o conteúdo faz a forma. Ah boa. Talvez sim. Pois é essa a minha maior pesquisa neste momento. Como é que o conteúdo influencia o corpo com forma. Acho que muito mas posso estar enganada. E se eu mudar a forma do corpo o conteúdo ou a perspectiva sobre ele também são alterados. E a perspectiva do próprio corpo e dos outros corpos que se cruzam com esse.
O movimento da forma também me interessa. Como é que o conteúdo escolhe mover a forma. Faz sentido? Como é que a forma leva o conteúdo. Quem leva quem afinal? Quem é que me carrega? Eu vou ou sou levada. Talvez dependa de corpo para corpo. Eu acho que às vezes vou e outras sou levada. Outras vezes não vou. E porque é que não vou? Escolho não ir ou não me levam?nahahudigavkj
Et voilá. E assim passo os meus dias e noites a pesquisar (dentro e fora de mim) o que é isto de ser corpo e não ter corpo. Bang bang.

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